HISTÓRIA SEM DESTINO CERTO 5

  
Sempre alguém, de algum jeito, acabava decidindo sua vida por ele. Também não é bem assim, né... Só recebeu a oferta do patrão por seus méritos. E isso só aconteceu porque resolveu procurar o emprego, quer dizer, se não tivesse continuado a procurar com tanto empenho, se não desempenhasse bem seu trabalho, se não tivesse qualidades, se fosse desinteressado como o Vagner, por exemplo, certamente o patrão não confiaria nele. E se confia, é porque vê nele condições de assumir tanta responsabilidade. “É, tenho condições sim! Afinal não há nada naquela papelaria que eu não conheça. Só preciso ficar esperto com o contador, que não conheço direito. Vai que o cara decide roubar... Mas quem vai movimentar as contas bancárias sou eu e eu não vou roubar, com certeza, porque isso nunca fiz e nunca vou fazer, ainda mais roubar o seu Matias, que sempre foi tão bom comigo. É, acho que vou dar conta sim...”
Pensava coisas assim, enquanto caminhava lentamente em direção à estação República do metrô, sem pressa de chegar em casa, até que o medo do futuro fracasso fosse aos poucos sendo substituído por uma segurança nunca antes experimentada, uma sensação muito boa de quem vê seu trabalho reconhecido e recompensado. É certo que de novo outra pessoa determinava seu destino, mas não é assim mesmo a vida? A gente convive com as pessoas, interage, e elas nos afetam e a gente a elas. Agora será ele a afetar a vida das pessoas, pois decidiu que contratará Martina e despedirá Vagner, quando assumir a gerência da papelaria. Melhor, pedirá a seu Matias que faça isso, afinal foi ele que contratou os temporários...
Sem vontade ainda de ir pra casa, querendo ruminar mais essa inesperada novidade, desviou-se do rumo da estação e caminhou em direção à Av. São João, só por esse prazer que as pessoas têm, de vez em quando, de andarem sozinhas consigo mesmas. E assim andou, pensando na vida, até perceber que começava a anoitecer, andando pela Rua Aurora, quando decidiu que era hora de ir pra casa e evitar preocupações da mãe. Mas não iria de metrô. Dar-se-ia o luxo de ir de táxi desta vez. Bem que merecia esse luxo. Então sorriu, estufou o peito satisfeito e pôs-se a procurar um táxi livre.
Na Vieira de Carvalho, avistou se aproximando um táxi com a palavra “TÁXI” acesa sobre o teto do Fiat. Deu o sinal, indicador estirado na ponta do braço a noventa graus, e o táxi parou. Logo reconheceu o motorista, um pouco mais velho e mais gordo do que se lembrava, que mecanicamente perguntou “pra onde?”, assim que fechou a porta traseira do carro.
— Você sabe pra onde. Ainda moro no mesmo lugar.
Só então o motorista olhou pelo retrovisor interno o passageiro sentado no banco de trás, perto da porta à sua direita.
— Robson? É você? Não reconheci. Você mudou, encorpou, cresceu... Tá tudo bem?
— Tá. E você?
— Vou levando, vou levando... E sua mãe, tá bem?
— Está muito bem.
— Sabe, você não vai acreditar, mas tenho pensado muito em visitar vocês. Sei lá, me deu saudades...
— Melhor não...
— Por que não? Sua mãe se casou de novo?
— Não. E você, largou a moça com quem se juntou?
— Como é que você sabe que ela era moça...?
— Eu vi você com ela num bar, antes de você fugir de casa.
— Eu não fugi...
— Ah não? Como é que você chama o que fez?
— Eu estava apaixonado...
— E não pensou que era você que sustentava a casa, que a gente precisava comer, pagar aluguel...
— Eu só pensava naquela danada, em mais ninguém... Mas ultimamente tenho pensado em consertar o meu erro. Hoje eu entendo que...
— Se você está pensando em voltar, esqueça. Custou pra mãe se conformar, ficar bem. Agora que ela tá legal, nem pense em aparecer pra estragar tudo de novo. Se você aparecer lá, se ela não te puser pra fora, eu faço isso.
— Puxa, eu não pensei que você estivesse tão magoado comigo...
— Mas eu não estou magoado com você, nem um pouco. Eu entendo o que fez e não culpo você por isso. Você se apaixonou, foi buscar uma vida melhor pra você e teve muita coragem de abandonar tudo e ir atrás do que queria. Não acho certo o jeito como você fez, foi irresponsável. Mas você buscar o que desejava; acho corajoso.
— Tô impressionado! Você era tão quieto, tão bobão, agora fala fácil, com segurança. Parece que não foi só de corpo que você cresceu...
— As pessoas mudam. E você; queria procurar a gente por quê? Não está feliz com a nova mulher?
— Ela me largou...
— Aqui se faz, aqui se paga...
— Hoje eu percebo que sua mãe era a mulher certa pra mim.
— Era; não é mais. Isso é passado, melhor esquecer.
— (...)
— Faz tempo que ela te largou?
— Um ano e meio, por aí... Desgraçada...
— E você está sozinho?
— Mais ou menos...
— Não estou entendendo.
— É que a gente tinha uma babá...
— Babá? Você tem outro filho?
— Filha.
— Só espero que dessa filha você cuide direito, não faça como fez comigo, que você não estava nem aí.
— Não, não... Da Rosinha eu cuido direito e hoje eu entendo que não fui legal com você. Levo e vou buscar na escola todo dia, compro tudo que ela precisa, é uma menina linda, só vendo.
— Chama Rosa?
— Não, chama Rosemeyre, com y, que é como a mãe quis chamar.
— Você que leva pra escola? Então você se encontra com a mãe dela todos os dias...
— Nada! A desgraçada se mandou e me deixou a menina. Ainda bem que deixou... Não quero nem imaginar a menina com aquela lá.
— Ela se mandou por quê? Você tratava ela mal?
— Eu? Nada! Eu dava tudo que ela queria! Até carro eu ia dar pra ela — ainda bem que eu não comprei...
— Que diferença do jeito como você tratava a mãe...
— Nem me fale. Sua mãe sim merecia ser tratada como eu tratava aquela vagabunda... Era vestido de grife, anel, colar, academia... A vaca se mandou com o instrutor da academia. Bem feito pra ele. Não sabe a fria em que está se metendo. Quer saber? Nem a mãe dela quer saber da desgraçada. No dia das mães ela levou flores pra mãe, a velha jogou as flores no lixo na cara da filha. Ela diz que não admite mãe que larga a filha, ainda mais uma menina como a Rosinha, você precisa conhecer sua irmã, tenho certeza de que vai gostar dela.
— Tá me convidando?
— Tô. Espera aí, deixa eu pegar. Aqui. Fique com meu cartão, tem meu celular. É só ligar, marcar o dia e o lugar, que eu vou te pegar.
— É, quem sabe... E a babá?
— Pois é. Depois que ela se foi — deixou só um bilhete escrito “fui”; levou joia, roupa, as tralhas todas dela — eu fiquei muito pra baixo, sem vontade de trabalhar, perdidaço... A Zoraide — Zoraide é a babá — ficou com muita pena de mim. Pedi pra ela ficar e cuidar da menina, dormir em casa, se mudar pra lá. Calhou de ela estar se separando do caso dela e ela topou. E aí, conversa vai conversa vem, a gente acabou se entendendo, ela me consolando de tudo quanto é jeito, você entende... Mas e você, me conta de você.
— Contar o quê?
— Você trabalha, estuda, se casou...?
— Eu estou bem. Trabalho e leio muito, mas não me casei nem estudo. No futuro pode ser, agora não dá.
— Mas está bem, né? Tô vendo, tá bonito, bem vestido. Trabalha com quê?
— Comércio.
— Vendedor?
— Por enquanto. Em fevereiro vou ser promovido.
— Promovido a quê? Caixa?
— Não, gerente.
— Opa! Então você é bom!
— Parece que sim. Estamos chegando. Não para em frente de casa, para na esquina.
— Por quê?
— Porque eu estou pedindo.
— Tá bom, o freguês manda.
— Quanto deu a corrida?
— Que é isso, não precisa pagar...
— Faço questão. É o seu trabalho e você tem uma filha e uma mulher pra sustentar.
— Ela não é minha mulher.
— Por que será que você não dá valor pras mulheres que tratam você bem?...
— Agora você pegou pesado... Mas eu trato a Zoraide bem.
— Toma. Pode ficar com o troco. E pai, foi bom encontrar você. Você não faz ideia...
— Também achei bom. E filho... Tô muito orgulhoso de você. Gerente... quem diria... Não precisa pagar, já disse.
— Pega o dinheiro. Não estraga tudo de novo!
— Tá certo. Se cuida, hein...
— Você também.
Que dia! Sempre imaginou que um dia reencontraria o pai. Só não imaginava que seria assim, ocupando seu táxi. E menos ainda que conversassem tanto, que o encontrasse quase humilde, quase arrependido, carente, meio inseguro. Houve momentos em que se sentiu superior a ele, mais sábio que ele, até mais maduro que ele. Quem diria... Mas de fato não sentiu raiva dele, como imaginava que sentiria. O que sentiu foi pena. “Vejam só... Eu sentindo pena do meu próprio pai...” Agora, a poucos metros de casa, precisava se preparar para contar para a mãe. Como ela reagiria? Só havia um jeito de saber.
— Demorou! Já estava preocupada. Sempre sou eu quem chega depois de você... Onde você estava?
— É que me deu vontade de andar um pouco pela cidade, precisava pensar.
— E não pode pensar em casa?
— Mãe, tenho duas novidades pra te contar, uma boa e outra nem tanto. Qual você quer saber primeiro?
— Novidade? Você arranjou uma namorada? Essa é a notícia boa?
— Não.
— Então conta logo a ruim, assim a boa compensa depois.
— Não é ruim. De certa maneira é até boa, depende de como a gente vê.
— Vai, conta logo.
— Eu hoje decidi vir de táxi...
— Táxi? Tá podendo, hein? Tudo bem, você recebeu o 13º, até merece um luxozinho. E a boa?
— O táxi era o do pai.
— O quê? Me explica isso direito. Você pegou um táxi e o táxi era o do Danilo? Com tanto táxi na cidade, você tinha que pegar justo o daquele desgraçado? Quando eu penso que me livrei desse traste, ele aparece? Ah, se fosse eu... O filho da puta ia ouvir poucas e boas!
— Mãe...
— Aposto que estava todo perfumado, isso se não tivesse camisinha no bolso pra comer meninas...
— Mãe! Cala a boca e me escuta!
— Não me mande calar a boca! Eu sou sua mãe!
— Então para de falar besteira e me escuta, saco! Até parece que você ainda é mulher dele... Ele é passado, entendeu? Acabou! Entendeu?
— Ai, desculpa, filho. É que de repente voltou aquela raiva... Aquele desgraçado me...
— O mecânico, mãe. Você não está a fim do mecânico?
— Estou, claro que estou. Até continuo aperreada, sem conseguir decidir o que eu faço pro almoço de sábado...
— Isso depois eu resolvo pra você. Deixa eu contar do pai.
— Você resolve? Como? Você cozinha pra mim?
— Já disse que depois resolvo, não se preocupe.
— Mas você nem sabe cozinhar direito, como...
— Mãe! Se liga! Eu tô falando do pai! Esquece o almoço um pouco! O pai tem uma filha...
— O quê?!
— É, eu tenho uma irmãzinha, chama Rosimeyre, com y.
— Coitada dessa menina, filha de um canalha com uma vaca.
— E a mulher dele largou ele, fugiu com um instrutor de academia de ginástica.
— Bem feito! Deus é justo. Mas essa é muito boa. A vaca corneou ele, bem feito! Quem mandou se juntar com uma biscate!
— Ele disse que estava pensando em procurar você, está arrependido...
— Ah, mas se ele tá pensando que vai ser fácil, não vai não! Antes ele vai ter que ouvir poucas e boas.
— Mãe! Não viaja! Eu disse que se ele aparecer aqui eu ponho pra fora a tapa, se for preciso.
— Nossa! Você tem tanta raiva dele assim?
— Eu não tenho nenhuma raiva dele, nem um pouquinho.
— Então ele me abandona, me larga na rua da amargura e você não tem raiva dele? Que filho é você?
— Mãe, se liga! Pensa bem: a gente não está melhor sem ele? Se ele não tivesse ido embora, eu não teria começado a trabalhar, me responsabilizar, não teria a condição que eu tenho hoje. E você não estaria nessa felicidade em que anda ultimamente, com namorado novo, e sua maior preocupação hoje é o que fazer no almoço de sábado. Pra que estragar de novo nossa vida?... Ele que resolva os problemas dele, como nós resolvemos os nossos. Você estaria disposta a criar a filha dele? A mulher foi embora e largou a filha com ele...
— Eu? Nem pensar! Você está certo, filho, como sempre. É que a gente viveu dezoito anos juntos, ele foi o primeiro e único homem da minha vida, não é fácil esquecer. Mas você está certo, agora eu preciso dar chance pra mim e pra outro homem, que me trata como uma rainha, comparado com seu pai. E ainda é um homem mais bonito...
— O pai tá mais velho, meio gordo, barrigudo...
— Chega de falar do Danilo. Chega de raiva. O coitado deve ter sofrido quando a mulher largou dele, eu sei muito bem o que é isso. Quem sabe um dia, depois que essa mágoa acabar de vez, a gente possa se encontrar com ele; mas só depois de eu casar de novo. Mas o que eu faço pro almoço?
— Vamos resolver logo essa história de almoço. Tenho certeza de que se você servir arroz e batata frita o cara vai achar o máximo...
— Eu não vou servir isso! Você está querendo acabar com meu casamento antes de começar?
— Tô brincando, mãe. Espera aí, vou até o quarto pegar o seu almoço.
— O almoço está no quarto? Você guarda comida no seu quarto? Eu devia entrar mais no seu quarto, imagina a nojeira que está...
— Aqui está.
— Um livro? Ninguém come livro, filho.
— É um livro de receitas que ensina também como cozinhar.
— Você agora quer virar cozinheiro?
— Não. Mas se você se casar, vou ter que me virar sozinho, não vou?
— Mas eu venho cozinhar pra você, lavar sua roupa...
— Depois a gente conversa sobre isso. Deixa ver... Aqui, achei. Você faz este prato.
— Bacalhau?
— É, bacalhau. Todo mundo gosta de bacalhau, vai fazer o maior sucesso no seu almoço, você vai ver.
— Bacalhau é bom... Como não pensei nisso antes... Mas eu nunca fiz bacalhau!
— O livro ensina direitinho, é só seguir a receita. Se você quiser, eu faço.
— Não! Onde já se viu! Eu faço o almoço! Mas filho, bacalhau custa caro...
— Eu dou o dinheiro, não se preocupe.
— Tá podendo, hein? Mas será que vai ficar bom? Não quero fazer feio...
— Vai ficar bom, sim. Já li a receita e acho que fica bem gostoso. O segredo do bacalhau é dessalgar direito. O resto é tudo coisa que você sabe fazer. O cara vai babar!
 — Posso ficar com o livro pra estudar a receita?
— Claro! E mãe, tenho outra notícia pra lhe dar...
— Ai, filho, depois você fala, tá bom? Agora eu só consigo pensar em bacalhau.
Não falou, nem naquela noite, nem nos dias seguintes, porque só se falava em bacalhau, em escalfar, em saltear, em azeites — “mas esse que você escolheu é tão caro...” —, em almoço de sábado. Tanto, que era até um alívio ir trabalhar, mudar de assunto, dar um tempo longe daquela mãe adolescente insegura, sem saber o que fazer no primeiro encontro. Então não falou da promoção, das férias, da passagem de avião que ganhou do patrão, da conversa que teve com Martina, do convite que recebeu dela. Mas era bom ver sua mãe tão animada com a vida. E menos ainda conseguiu falar mais sobre o encontro com o pai, sobre quanto esse encontro mexeu com ele, que agora se sentia divido entre colocar de volta as lembranças do pai no baú do esquecimento ou procurá-lo, conhecer sua irmã, ver se ele precisava de alguma coisa.
Foi com Martina que conseguiu conversar sobre essas coisas, quando ela veio lhe agradecer por recomendar sua contratação em definitivo. Pouco adiantou pedir ao patrão que não dissesse a ela e que não contasse que seria seu chefe a partir de fevereiro. Com certeza não havia falta de sinceridade nela quando o cumprimentou por isto. Também lhe pareceram sinceros o abraço efusivo e o beijo no rosto que fez com que corasse. “Você foi contratada por seus méritos, não por interferência minha”, disse também com sinceridade. E aproveitou para pedir para conversar com ela depois do expediente, antes que a razão interviesse e recomendasse que deveria evitar intimidades. Mas Martina era a pessoa mais próxima de uma amiga que teve na vida. Só sua mãe teve esse papel, entretanto nos últimos dias andava mais preocupada com bacalhau do que com ele.
Na conversa, falou do encontro com o pai, das dúvidas sobre sua competência para gerir os negócios do patrão, sobre o entusiasmo da mãe com o namorado. E ouviu elogios sobre sua competência — “eu percebi isso em você já no primeiro dia” —, sobre a tranquilidade com que aceitava o namoro da mãe — “no seu lugar acho que eu morreria de ciúme” —. Sobre o pai, disse coisas do tipo “a gente não escolhe os pais que tem, mas pai é pai”. Já quase se despedindo convidou-o para ir um sábado ou um domingo para almoçar em sua casa, “não repare, é casa de pobre”, não porque quisesse agradecer a contratação, nem puxar o saco do futuro chefe, mas porque gostaria que conhecesse seus pais e que eles se conhecessem melhor. “Engraçado, desde o primeiro dia me deu vontade de conhecer você melhor. E é impressionante como você mudou neste mês e meio que nos conhecemos”!... Na despedida ganhou outro beijo na face, que dessa vez não o ruborizou.
A conversa com Martina apaziguou suas dúvidas e teria chegado quase feliz em casa naquela noite, caso não se encontrasse com uma passeata de sem-teto, que o abalaria quase tanto quanto o encontro com o pai.
Qual assunto deve ser mais enfatizado a seguir:
A – O almoço com o namorado da mãe e sua filha.
B – O relacionamento com Martina.
C – Os efeitos da passeata na cabeça dele.
D – As três opções.
E para que cidade ele ganhou a passagem do patrão:
1 – Rio de Janeiro.
2 – Natal.
3 – Brasília.


P.S. - Desculpe a demora em continuar a história. Justa e agradável pausa para o Natal...

4 comentários :

  1. Acho que se o assunto vai continuar em família e melhor a D e ir para Brasiia.

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  2. Pausa merecida, professor! Mas confesso que fiquei olhando o blog ansiosa pela continuação. rs. Acho que a ênfase deva ir para a passeata e a passagem o levaria ao Rio de Janeiro. A esta altura, "perder-se" no Rio seria um abalo e tanto na vida dele. Feliz ano novo!

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  3. Penso que a melhor opção é a D e a cidade Rio de Janeiro. Muito boa a historia.

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