História sem destino certo

            Nas minhas propostas aos alunos para redação de contos, eu costumo sugerir histórias estruturadas em quatro momentos em que deixo várias situações em aberto para opção de continuidade e finalização. Assim os alunos têm a sensação de estarem construindo o texto e com isso acabam dominando a estrutura do conto tradicional. Foi isso que me deu a ideia desta história, se meus possíveis leitores resolverem participar. Explico: vou iniciar uma história, contextualizando e caracterizando uma personagem, e no fim desta parte deixo algumas possibilidades de continuação da história. Então os leitores votam em uma dessas opções e a que for mais votada determinará a continuação. A mim fica o desafio de adaptar a escolha feita pelos leitores à continuidade da narrativa. Desde já quero deixar claro que não tenho uma história definida na cabeça. De fato não sei no que vai dar e é até possível que em determinado momento eu me veja num impasse e desista de continuar. Claro que farei o possível para que isso não aconteça.
            Também quero que fique claro que está descartada, desde já, a hipótese de matar a personagem. Só espero que haja leitores e que participem com seus votos da continuação sugerida. Sem isso não existirá a história. Quando terminará? Como se caracterizará? Conto, novela, romance? Sei lá... Pretendo redigir com certa regularidade, talvez uma vez por semana ou alguns dias mais, dependendo de minha disposição e do tempo disponível. E no final daremos um título para a história.
            Há outra experiência que quero fazer com esse texto: será a primeira vez que redijo direto no computador. Sempre redijo meus textos a mão e depois “passo a limpo” no computador. Mas sumiram com minha caneta predileta e, indignado, resolvi que não vou comprar outra, aproveitando esse fato lastimável para treinar minha datilografia. Não sei como vou me sentir, porque não me identifico nem um pouco com esta máquina de tela luminosa. Em todo caso, será mais uma experiência...
            Conto com sua ativa participação e, sem mais delongas, vamos ao começo da história.

***************************************************

1

            Quando ele nasceu, o dia estava nublado, uma dessas manhãs em que não chove, não tem sol, nem nada. Mas não se tome esse fato como uma possível metáfora do destino dele, até porque à tarde o céu se abriu, em poucas nuvens brancas, num belo dia — o que também não se deve considerar como um presságio do que seria sua vida. A mãe gostou dele de cara, apesar do sofrimento que ele tinha acabado de lhe causar no parto. Nada de depressão pós-parto, nem lamentações pelo corpo ainda dolorido. Só um emocionado prazer em sentir aquela boquinha ávida chupando seu mamilo esquerdo.
            O pai aguardou paciente numa sala de espera da maternidade, pois tinha se recusado a assistir ao parto, temeroso de que desmaiasse e passasse vergonha. Claro, estava cheio de expectativas, era seu primeiro filho, assim como da mãe, e aguardava ansioso a notícia dada por uma enfermeira ou por um médico de que tudo tinha corrido bem e o bebê era sadio, como de fato aconteceu. Então saiu para o pátio em frente à maternidade e fumou um cigarro, que serviu como substituto do charuto que não tinha. Só depois, satisfeito, foi conhecer o filho, que já estava com a mãe no quarto.
            Ao contrário da mãe, não sentiu nenhuma empatia com aquele filho e sorriu amarelo, concordando, quando ela perguntou: “não é bonitinho?” Não, não era bonitinho, “cara de joelho”, pensou. Era apenas um bebê, igual a tantos outros que já tinha visto, um pouco diferente deles por ter bastante cabelo. Mas não revelou esse sentimento à mulher; sabia que ela havia passado há pouco por momentos difíceis e mesmo assim já dava tanto carinho àquele projeto de gente de pele avermelhada e cabelos negros. Por isso e porque de fato gostava dela, achegou-se tímido e acariciou seus cabelos ainda úmidos de suor.
            — Daqui a pouco vou cuidar do registro do moleque, tá bom?
            — Tá bom, bem. Eu acho que eu e Danilinho estamos precisando dormir um pouco...
            Aquele “Danilinho” bateu torto na cabeça dele e involuntariamente recolheu a mão que acariciava os cabelos dela. É que ele tinha insistido, por ser o primeiro filho, que o nome da criança, se nascesse menino, fosse o mesmo dele, com Junior no final. Se fosse menina, ela escolheria — ela havia escolhido Daiana, como da falecida princesa, e ela a chamaria de “minha princesinha”. Também tinha escolhido um nome, se fosse menino, mas abriu mão dele dada a insistência do marido. Agora, vendo de perto aquele intruso que chupava aquele peito que até outro dia era só dele, não se sentia nem um pouco à vontade em chamá-lo Danilo e menos ainda “Danilinho”, revelador de uma intimidade que não tinha nem queria ter com o moleque. Só o que conseguia pensar é que os lindos peitos dela, que ele curtia tanto, iriam virar mamadeira daquele moleque cabeludo.
            Por isso, no registro de nascimento que apresentou à mulher, mais tarde, vinha o nome Robson Rodrigues da Silva. Argumentou que queria fazer uma surpresa e uma homenagem a ela, porque, afinal de contas, ela que tinha carregado nove meses o menino na barriga; ela que tinha sofrido as dores do parto; portanto era mais que justo decidir o nome. E assim, não só escondeu a quase repugnância que sentia pelo filho, como ganhou dela emocionados beijos.
            — Ai, Danilo. Eu agora te amo mais ainda...
            E esse Robson, ex-Danilo, cresceu, foi para a escola, numa infância sem grandes sobressaltos, sem doenças graves, sem acidentes, sem muito brilho, sem fatos que mereçam ser contados. Apenas normal. A mãe continuava amando aquele menino como no primeiro dia de sua vida; e o pai sentia a mesma indiferença e falta de identidade, como, também, desde seu primeiro dia. Assim, nunca o levou para ver um jogo de futebol, nunca foi a uma festa comemorativa na escola e sempre se esquecia do dia de aniversário dele. E aos poucos foi se afastando também da mulher, chegando cada vez mais tarde em casa, taxista que era. Alegava que a vida estava cara, que família dava muito gasto, que a praça estava fraca... Vez ou outra tinha um bafo de bebida, mas no geral só chegava tarde mesmo e quase sempre encontrava a mulher já dormindo.
            Robson pouco se ressentia desse pai ausente que não demonstrava afeto, mas também não batia nele, como ouvia dos colegas de escola. E esses colegas não eram muitos, uns poucos meninos quietos como ele, que o chamavam Robson, nunca “Robinho”, nunca por um apelido, porque ele não despertava intimidade. Nem se pode dizer que ele tivesse um amiguinho; jamais o convidaram para dormir na casa de um deles, nem para uma festa de aniversário. Até a mãe o chamava Robson, mas sempre foi muito carinhosa, ajudando-o nas lições de casa, muito difíceis para ele. Mais pela progressão continuada do que por méritos, ele foi sendo aprovado até o fim do colegial, já com dezessete anos.
            Então sua vida se resumia a escola e a casa, a estudo e televisão, que ele adorava. Via qualquer coisa na TV, mesmo as propagandas, que conhecia todas; mas não tinha um programa preferido, nem na infância; o que o fascinava era a luz na telinha, o mistério da imagem vinda pelos fios, que ele nunca conseguiu decifrar como era possível. Fora a escola, pouco saía de casa e numa dessas raras vezes, aos quatorze anos, foi ao cinema num shopping, mais por insistência da mãe para que saísse um pouco de casa. Ao sair do cinema, indo para o ponto de ônibus, viu seu pai num bar com uma mulher mais jovem que sua mãe, numa intimidade de mãos dadas e beijos. Mas nada disse à mãe sobre isso, porque sabia que ela ficaria infeliz. Afinal o pai continuava pagando o aluguel da casa e dando dinheiro para as despesas. Já que a mãe não se queixava do comportamento ausente do pai, não seria ele que quebraria a harmonia sem graça da casa, porque com certeza ela armaria um barraco com a traição do marido. Sempre dizia que não suportaria uma traição e anos antes, ele teria sete ou oito anos, ante uma suspeita do pai, ela reagiu muito indignada, dizendo que se ela não suportava traição, jamais trairia o marido — ele bem se lembrava da cena.
            Mas no fundo ele sabia que o pai iria embora mais cedo ou mais tarde, o que de fato aconteceu poucos dias antes de sua formatura no colégio. Por isso não se surpreendeu quando a mãe o acordou naquela manhã:
            — Robson, o prato de comida que eu deixei ontem no micro-ondas ainda está lá... Será que aconteceu alguma coisa com o seu pai?
            — Acho que não, mãe.
           — Mas seu pai sempre vem comer em casa. Será que ele sofreu um acidente? E essa onda de assalto a taxista... Ai, não quero nem pensar...
            — Acho que não, mãe.
            — Estou preocupada. Vou ligar pra polícia, eles devem saber de assaltos, de acidentes...
            — Acho que não precisa, mãe.
            — Precisa sim! Vou ligar.
            Levantou-se no mesmo ritmo preguiçoso de sempre, já se preparando para consolar a mãe. Como esperava, nenhuma informação da polícia, a não ser a suspeita de que o pai tinha se mandado, o que deixou a mãe indignada.
            — Vou ligar para os hospitais. Onde está aquela lista telefônica?
            — Não precisa, mãe. O pai foi embora.
            — Não fala uma coisa dessas! Seu pai não faria isso comigo!
            — Faria sim. Uma vez, já faz tempo, eu vi o pai com uma moça num bar.
            — Devia ser uma passageira do táxi...
            — Nenhum taxista fica beijando e passando a mão na coxa das passageiras...
            — Você viu isso? Por que não me contou?
            — Isso foi há mais de três anos...
            — Três anos? E você não me contou?
            — Ele só teria ido embora três anos antes...
            — Era melhor que fosse, desgraçado!...
            — Era não. Quem ia sustentar a casa?...
            — Desgraçado! Por isso andava tão frio, não me procurava mais, sempre chegando tarde... Eu sou uma burra mesmo. E eu achando que era porque eu tinha engordado um pouco. E eu aqui, fazendo regime, passando perfume... Desgraçado!
            — Não chora, mãe, a gente dá um jeito.
            — Jeito? Que jeito? Isso não tem mais jeito! Desgraçado... Ela era bonita?
            — Que diferença faz?
            — Era ou não era?
          — Sei lá, não reparei, eles estavam se beijando... Ela era moça, isso eu vi. Uns dezessete, dezoito anos, vinte no máximo...
            — É isso. Sem vergonha, pegando menininhas... Safado!
            — Mãe... O aluguel... Vence dia cinco. A gente precisa ver isso...
            — Aluguel? E eu lá tenho cabeça pra pensar em aluguel nessa hora? Você vem e me conta que seu pai fugiu de casa com uma menininha, uma putinha sem vergonha, e você quer que eu pense em aluguel? Aquele desgraçado, safado...
            — E se ele não trouxer o dinheiro do aluguel?
            — Eu não acredito que ele seja tão mau caráter... Depois de anos cozinhando, lavando e passando a roupa dele... Ele vai ter que voltar e se explicar!
            Não voltou. Sequer ligou. Sumiu e pronto. Por certo deveria estar pensando que os problemas deles eram problemas deles, que se virassem. A mãe só chorava, perdida em divagações que iam da culpa ao ódio, da saudade ao ódio, até que ficou somente o ódio. E chegou dia cinco, sem nenhuma notícia do ex-provedor da casa.
            — Mãe, precisamos pagar o aluguel.
        — Ai, meu Deus, é mesmo, hoje é dia cinco... Como é que eu faço, meu Deus. Danilo, seu desgraçado filho da puta!
            — Mãe! — Ela nunca tinha falado um palavrão, que se lembrasse.
           — É um safado filho da puta mesmo! Como que larga mulher e filho desse jeito! Ah, mas ele me paga se aparecer! Canalha filho da puta!
            — Ficar xingando não vai resolver nada. Você tem algum dinheiro?
            — Tenho um pouco ainda, mas é pra comida do mês. Se pagar o aluguel, como vamos comer?
            — Tá bom. Eu pago o aluguel deste mês.
            — Como? De onde você vai tirar dinheiro?
            — Das minhas economias.
            — Que economias? Desde quando você ganha algum dinheiro...?
        — Eu guardei da mesada que o pai me dava. Era pouco, mas eu gasto pouco também. Tava guardando pra comprar um computador bom, mas o aluguel é mais importante. O computador compro depois.
            — Computador? E você lá sabe mexer em computador...
            — Eu aprendi um pouco na escola. Se eu tivesse um em casa aprendia mais. Os professores diziam que hoje em dia quem não sabe mexer com computador não consegue arrumar emprego. Então, o dinheiro que eu tenho dá pra pagar o aluguel deste mês e do seguinte. Enquanto isso a gente vai ter que arrumar emprego...
            — Você pensou tudo isso, Robson? Ai, pelo menos isso aquele desgraçado me deixou de bom. Graças a Deus que eu tenho um filho tão bonzinho...
            Bonzinho... Nem bom, nem muito menos ótimo. As professoras do primário sempre diziam que ele era bonzinho, a vizinha dizia que ele era bonzinho, a dona do mercadinho, o homem da farmácia, as colegas de classe, todo mundo dizia que ele era bonzinho. Não que ele se incomodasse com isso, mas naquele momento ele precisava mais que isso, precisava pensar por ele e pela mãe, que andava tão descontrolada a ponto de falar o pior palavrão.
            — Hoje mesmo, depois de pagar o aluguel, vou começar a procurar um emprego.
            — De quê? Você não sabe fazer nada...
            — Eu aprendo. Mas acho que você também precisa procurar um emprego, mãe. A gente ficar aqui se lamentando e xingando o pai não vai resolver nossa situação...
            — Obrigada, Deus, por me dar esse filho tão bonzinho. Tá certo, filho. Amanhã eu também vou procurar um emprego. E quer saber? Nem que seu pai venha pedir de joelhos pra voltar, eu não quero saber dele. Agora somos só nós dois.
            Procurou na farmácia, no mercadinho, no posto de gasolina, em todos os estabelecimentos comerciais do bairro e nada de emprego. Depois procurou no bairro mais próximo, Santana, nas lojas de calçados, nas butiques, nos restaurantes, nos bancos, nas drogarias, e o máximo que conseguiu foi preencher umas propostas. Por fim pegou o metrô e foi pro Centro e finalmente, duas semanas depois de começar a procurar, foi aceito numa papelaria na Rua Sete de Abril. Já a mãe, que antes de se casar trabalhava como costureira numa confecção, encontrou seu emprego logo no primeiro lugar em que procurou, a mesma confecção onde tinha trabalhado. E assim os dois estabeleceram uma nova normalidade, feita de muito trabalho e cansaço, mas sem dificuldades financeiras; tanto é que ele, em poucos meses, recompôs com folga suas economias e pôde comprar seu computador, que o ocupava nas horas vagas e nos fins de semana.
            De início ele foi colocado a trabalhar no almoxarifado da papelaria, um grande depósito nos fundos da loja. Sua função era atender aos pedidos de reposição dos estoques e reabastecimento da loja, tarefa que cumpria sem grandes dificuldades, depois dos quinze dias iniciais de aprendizado. E nesse trabalho ficou por dois anos, nunca faltando, nunca chegando atrasado, nunca se queixando. Até o dia em que o dono pediu para atender o balcão, cobrindo a falta de um funcionário. Era começo de mês, época de muito movimento, já que o que mais se comercializava na papelaria eram os artigos de escritório. Logo chamou a atenção do dono, pela discrição e presteza com que atendia aos fregueses. Também ele, mais pela novidade, gostou dessa nova experiência, que desempenhou sem problemas, porque sabia dos preços e da localização dos produtos nas prateleiras, por conta de sua função de almoxarife.
            Desse dia em diante foi promovido a atendente, o que representava um aumento no salário, porque agregava a comissão de vendas. Agora, sob o jaleco com o logotipo da papelaria, ostentava camisas novas, encimando calças e tênis novos, porque, como dizia sua mãe, nessa nova e importante função ele tinha que se apresentar bem. Estava feliz? Ele não sabe o que é isso... Infeliz? Também não... Vai de casa para o trabalho, do trabalho para casa, paga o aluguel, ajuda a mãe a lavar louças e roupas (“que filho bonzinho eu tenho!”), assiste à TV, mexe no computador e às vezes vai ao cinema. Só leva sua vida, sem sobressaltos, sem problemas insuperáveis, sem surpresas; sua vida sem, agora aos vinte e três anos.
            A mãe esta pensando em comprar uma máquina de costura da boa, profissional, e costurar em casa, não só as roupas da confecção, mas também para as vizinhas e interessadas numa boa costureira. E falta pouco para ter o dinheiro necessário para isso. Se tudo der certo, terão uma vida bem melhor do que tinham com “aquele taxista de merda traidor”, como ela costumava se referir ao ex-marido. Sentia falta dele? Não propriamente; mas sentia falta de um homem. Se não, porque ficava excitada quando via casais se beijando na novela...? Afinal, aos quarenta e três anos, era uma mulher relativamente jovem. Então ela não via como os homens a olhavam quando vestia uma calça mais justa ou um vestido de domingo... Não sentia uma necessidade premente de ter um homem, era mais uma curiosidade. Casada aos dezesseis anos — “aquele desgraçado sempre gostou de menininhas” — só tinha conhecido Danilo. “Seria interessante conhecer outro homem...” Robson nem desconfiava das difusas fantasias da mãe, ele próprio sem fantasias. Só via o que via, uma mãe trabalhadora, séria, que cuidava muito bem dele e da casa. E ia levando sua vida sem, como já se disse.
            Mas um fato iria mudar essa sua vida insossa. Aconteceu quando ele voltava do trabalho, indo para o metrô. Tal fato faria com que percebesse a possível pobreza de seu futuro, se continuasse a repetir a pobreza de seu presente, em que nada de extraordinário acontecia. O que aconteceu foi:

            A – ele decide fazer uma dívida, comprando um objeto de muito valor;
         B – ele desconfia que sua mãe anda tendo um caso, porque no domingo subiu quase um palmo a barra de um vestido;
            C – um passarinho cagou na sua cabeça.

            Vote e eu toco a historia a partir da opção mais votada.


            

5 comentários :

  1. Oi Gilson,
    Gostei da estória e da sua proposta. Meu voto vai pra letra
    B - ele desconfia que sua mãe anda tendo um caso, porque no domingo subiu quase um palmo a barra de um vestido.
    Abraços,
    Ana Bete

    ResponderExcluir
  2. Bem Gilson, agora lendo a história eu voto na opção A - ele decide fazer uma dívida, comprando um objeto de muito valor...
    Bel

    ResponderExcluir
  3. Muito interessante este capitulo,dá vontade de saber mais. O meu voto é para a opção "B"

    ResponderExcluir
  4. Que prazer, fui sua aluna no EQUIPE por anos! Adorando!!!!
    Está empatado?
    Então "B"

    ResponderExcluir